sexta-feira, novembro 1

o pênis, como um bom apêndice, se encarrega do mundo externo. a sociopatia se instala numa falta mal batida, numa conversa de mesa redonda estúpida ou num cd arranhado.
a vagina, substancialmente interna, explode um quarteirão por emoções. no final, não há normalidade. tampouco anomalia.
é humano estar a margem, é humano estar onde não se deve. ser extra-ordinário.
não existe essência mais enfadonha e, ao mesmo tempo, mais excitante do que a nossa. não existe arrogância mais burlesca e necessária pra sobrevivência do que a que usamos diariamente.
não existe muita coisa.
talvez nada realmente exista.
talvez tudo seja um sonho, você nunca tenha crescido e esteja presenciando tudo isso enquanto mija em seu pijama. um pesadelo.

morrer é acordar.

Nenhum comentário: