mais uma madrugada acordada, prevejo.
levantar de uma cama que conforta pernas pra que esqueçam da falta de braços que, mesmo não meus, eram parte de mim.
caminhar pela cozinha como quem anda sob o fio da navalha, num silêncio que rasga o peito e emudece por dentro até que eu esqueça o timbre da minha própria voz.
quanto mais calada eu fico, mais minha cabeça faz barulho num tom abaixo do fundo do poço.
quem cala só sente.
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