o horror de não entender nem mesmo o que se sente
consome, asfixia e prende em quatro pés que não aprenderam a andar
fecha cortinas e dispensa o relógio
não se sabe se é dia, noite ou em vida
o horror de não saber nem mesmo se sente algo
se o peito reclama a dor ou o oco
se o pranto é história ou puro organismo em autolimpeza
se existe saudade ou é comodismo
se existe vontade ou é empatia
se existe liberdade ou é desespero por se fazer valer de algo
que um pouco mais de comprimidos, cigarros querendo ser acesos e vontade de não existir
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