terça-feira, novembro 19

meu peito está todo cortado. rasgos da minha tentativa furiosa de arrancar um tal você de mim. buracos de bala de um revólver nunca disparado. asfixia de um travesseiro hipoalergênico nunca pressionado contra minhas maçãs. estou morta justo na época em que nunca estive mais viva. sinto sua falta. não deveria. você não merece.
tampouco eu.

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